Que bom seria se a felicidade batesse a nossa porta, trazendo um sorriso largo e cintilante, por meio de um rosto esplendoroso, cuja imagem reflete um príncipe encantado. Ai que bom seria se junto com o “príncipe” viessem a extinção de todos os problemas, uma paixão arrebatadora e um “happy end” com direito à tradução “felizes para sempre”. Ah, a felicidade...
É uma pena que ela não possua manual ou não venha em embalagem descartável nas prateleiras do supermercado. Seria tão mais fácil, não?
Uma meia dúzia de amigos meus e mais dezenas de colegas acreditam que a “dita cuja” esteja no “estrangeiro”. Juntam dinheiro, pedem ajuda aos pais e se mandam em busca de aventura, grana, novas culturas, aprimoramento de línguas e diversos outros motivos que ao fim se resumem a apenas uma palavra: FELICIDADE!
Ceticamente, eu desconfio dessa opção e acredito que seja apenas uma rota de fuga, uma forma de esticar a adolescência, fugir do seu mundo para conhecer um novo. Só que, na maioria dos casos, depois de um semestre, um ano ou pouco mais, o retorno ao “seu mundo” é inevitável e, sem perceber, você já desembarcou da “Terra do Nunca”. É aí que começam os problemas....
Aos “vinte e poucos anos” as dúvidas e confusões permeiam as idéias, um fluxo intenso de pensamentos se misturam e fazem uma dança frenética dentro da cabeça. É por isso que meus amigos foram viajar, preferiram adiar o “funk das idéias”.
Eu, corajosamente - ou covardemente, não sei! -, preferi me ater ao “meu mundo”. Optei por encarar a realidade da “perdição mental” e tentar descobrir a minha felicidade. Não que uma gargalhada de doer a barriga não sirva, mas ela passa depois de alguns minutos. Eu quero algo duradouro, eterno, mas provavelmente isso não existe.
Aí eu me conformo e ficaria contente de apenas saber o que desejo fazer da vida e seria tão fácil se eu fosse predestinada a ser médica, por exemplo. Mas quem disse, meus caros, que a felicidade é fácil? Provavelmente ser médica não bastaria e sempre haveria de ter mais uma série de desejos conquistados para compor a tal felicidade.
Desejar e sonhar. Sem isso a vida perde a graça e nunca se construirá a “Terra do Nunca”. A sua, a minha, a nossa! Ela deve existir... e os trechos do seu mapa devem estar picotados nas estrofe do “funk frenético” de idéias. Vá buscá-los!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
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3 comentários:
E eu que muitas vezes pensei fugir, hoje enfrento tudo.
E se doer, que doa muito.
Assim não me esqueço.
"as brigas que perdi essas sim, eu nunca esqueci".
Já dizia Fernanda Takai
Eu gosto do seu blog tbém!!!
Te linkei ao meu, ok?
Um beijão de saudades,
ah.. então,
volte a escrever.
é tão bom ler os textos...
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