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Enquanto isso, Luíza acabara de se levantar. Ainda sonolenta, caminhou até a cozinha, onde engoliu um pão amanteigado e um copo de café, nada de leite, odiava leite! Acendeu um cigarro e foi em direção ao computador.
- Ele já teria chegado? – perguntou-se em silêncio.
Depois de alguns tragos, cliques e botões apertados, conectou-se à internet – o principal meio de comunicação dos tempos “modernos”.
- Ninguém de interessante!
Deixou tudo ligado e foi procurar algo para passar o tempo.
Algumas horas passaram, mesmo que o céu não denunciasse nenhuma mudança, permanecia igualmente nublado. Quando retornou ao computador, uma mensagem piscava em azul na tela. O nome: Beto!
Deu um curto suspiro e, antes mesmo que terminasse, leu:
- Oi Luíza!
A conversa fluiu naturalmente. Talvez não fosse uma conversa propriamente, mas sim uma entrevista que Luíza, sempre muito curiosa, fez com Beto. Perguntou-lhe da viagem, das impressões do local, da chegada ao Brasil, e tudo o mais que teve vontade. Beto, orgulhosamente – a viagem tinha sido a realização de um sonho – respondia a tudo, até se cansar e soltar:
- Que você vai fazer hoje?
Luíza se remexeu na cadeira, desconcertada e eufórica com a pergunta. Ajeitou-se no assento, consertou a postura e respirou fundo, pensou nas possibilidades. Não poderia demonstrar descaso, nem preocupação excessiva. O conflito durou apenas frações de segundos que soaram como horas. Escorregou novamente pela cadeira, e digitou a mais simples resposta:
- Nada e você?
Beto a convidou para sair, junto com a turma, óbvio! Aos 20 anos, sair a sós com alguém é assinar atestado de compromisso. Luíza aceitou e logo tratou de se enfeitar.
Passados 40 minutos, levemente maquiada e trajando uma blusa amarela, deixando o generoso colo à mostra, Luíza apanhou as chaves do carro. Empolgada e excitada, ensaiou um andar confiante e tomou as ruas.
(Continua...)
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
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Um comentário:
Você dirigindo me deu um medo amiga...
Eu as vezes sou saudosista, mas os tombos me fizeram aprender.
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