terça-feira, 1 de julho de 2008

O fraco teor da 'Lei Seca'

O fraco teor da ‘Lei Seca’

Há treze dias, uma nova lei sobre o consumo de álcool por motoristas entrou em vigor. Pela ‘Lei Seca’, o condutor que for pego com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar, receberá multa de R$ 955, perderá a carteira de habilitação e ainda terá seu veículo apreendido. Em casos mais graves, quando o teor alcoólico no organismo for superior, o infrator está sujeito de três a seis meses de prisão, com liberação mediante pagamento de fiança.
A nova lei torna o Brasil um dos países mais rigorosos quanto ao assunto, só perdendo para outras treze nações, como as européias Romênia e Hungria, por exemplo. No entanto, a ‘Lei Seca’ não passa de uma fraca tentativa para coibir os acidentes de trânsitos causados por motoristas alcoolizados. O artigo anterior, no qual apenas motoristas com mais de 6 decigramas de álcool por litro de sangue eram punidos, já era suficientemente ‘implacável’. Por que não deu certo?
O que precisa ser mudado não é só o comportamento do condutor, mais que uma reeducação ao trânsito e uma mudança de artigos judiciais, a fiscalização é que deveria ter sido mais rigorosa há tempos.
Como toda novidade, a nova lei provocou rebuliço nas autoridades que destacaram operações policiais em estradas e centros urbanos, mas até quando vai durar? Há contingente policial suficiente para, além cuidar da criminalidade – furtos, roubos, tráfico, seqüestros, assassinatos, agressões.... – dedicar-se somente à fiscalização ou os bandidos vão colaborar também e dar uma trégua?
A precariedade do sistema é tanta que, para se ter uma idéia, mesmo com a lei vigente há quase duas semanas, não há bafômetros suficientes para fazê-la valer. Em Jacareí, não há um equipamento destes sequer.
E nessa história toda, a única atitude realmente válida é o oferecimento do serviço “Motorista Amigo”, instalado pelo comerciante Idival Rosa, na sua casa noturna. Na reportagem “Serviço impede cliente de bar de burlar ‘Lei Seca’”, o leitor poderá conhecer melhor a idéia – que pretender evitar que os clientes burlem a nova lei -, e tirar suas próprias conclusões.
Essa é a nossa opinião.

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Atendendo a pedidos...
Editorial publicado no jornal "Diário de Jacareí", do qual eu, a verdadeira, escrevo.

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PS: Gláu, esse é dedicado a vc que já me "encorajou" a escrever editoriais..rs... Thanks, teacher!!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Em busca da Terra do Nunca!

Que bom seria se a felicidade batesse a nossa porta, trazendo um sorriso largo e cintilante, por meio de um rosto esplendoroso, cuja imagem reflete um príncipe encantado. Ai que bom seria se junto com o “príncipe” viessem a extinção de todos os problemas, uma paixão arrebatadora e um “happy end” com direito à tradução “felizes para sempre”. Ah, a felicidade...

É uma pena que ela não possua manual ou não venha em embalagem descartável nas prateleiras do supermercado. Seria tão mais fácil, não?
Uma meia dúzia de amigos meus e mais dezenas de colegas acreditam que a “dita cuja” esteja no “estrangeiro”. Juntam dinheiro, pedem ajuda aos pais e se mandam em busca de aventura, grana, novas culturas, aprimoramento de línguas e diversos outros motivos que ao fim se resumem a apenas uma palavra: FELICIDADE!

Ceticamente, eu desconfio dessa opção e acredito que seja apenas uma rota de fuga, uma forma de esticar a adolescência, fugir do seu mundo para conhecer um novo. Só que, na maioria dos casos, depois de um semestre, um ano ou pouco mais, o retorno ao “seu mundo” é inevitável e, sem perceber, você já desembarcou da “Terra do Nunca”. É aí que começam os problemas....

Aos “vinte e poucos anos” as dúvidas e confusões permeiam as idéias, um fluxo intenso de pensamentos se misturam e fazem uma dança frenética dentro da cabeça. É por isso que meus amigos foram viajar, preferiram adiar o “funk das idéias”.
Eu, corajosamente - ou covardemente, não sei! -, preferi me ater ao “meu mundo”. Optei por encarar a realidade da “perdição mental” e tentar descobrir a minha felicidade. Não que uma gargalhada de doer a barriga não sirva, mas ela passa depois de alguns minutos. Eu quero algo duradouro, eterno, mas provavelmente isso não existe.

Aí eu me conformo e ficaria contente de apenas saber o que desejo fazer da vida e seria tão fácil se eu fosse predestinada a ser médica, por exemplo. Mas quem disse, meus caros, que a felicidade é fácil? Provavelmente ser médica não bastaria e sempre haveria de ter mais uma série de desejos conquistados para compor a tal felicidade.

Desejar e sonhar. Sem isso a vida perde a graça e nunca se construirá a “Terra do Nunca”. A sua, a minha, a nossa! Ela deve existir... e os trechos do seu mapa devem estar picotados nas estrofe do “funk frenético” de idéias. Vá buscá-los!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

PAUSA

Um breve "stop" na história de Luíza e Beto... meu "alterego" anda preguiçoooso...

Não necessito, mas desejo justificar o tempo em que permaneci ausente. Andei sem inspiração, só e apenas isso! Se fosse artista bastaria o argumento, mas como sou jornalista e assumo aqui o ofício de escritora, foi preguiça mesmo. E não só do blog, da vida também...
Durante esses últimos dias andei acumulando pensamentos, nutrindo idéias e buscando incessantemente opções. A que conclusão cheguei? Pouquíssimas. Mas não me sinto a vontade para lançá-las agora, talvez uma prévia....
Desistir foi a palavra que mais permeou minha mente, por fraqueza, por facilidade... Não é tão mais fácil abrir mão? Soltar um foda-se a tudo o que te incomoda e, no mesmo instante, banhar-se naquela deliciosa chuva de final de verão e respirar aliviada com a aura tranquila. Isso provavelmente aconteceria em alguma cena de novela ou filme romantesco ou dramalhão, não com você ou comigo.
Com a gente seria assim, soltaríamos o foda-se e protagonizaríamos um "barraco de responsa". Caso chovesse, certamente você não se deliciaria com as águas dos céus. Iria é ficar muito puta "por que tinha que chover aquela hora?". E a cena não acabaria com você rodopiando de braços aberto e apreciando os céus lacrimejantes, mas sim, chegando ao lar cheio de vergonha e caindo em si e percebendo a cagada que fez. Estaria muito aflito e desesperado com o que faria depois. "E agora, José?".
Pois eu caríssimas (os), vos digo do baixo de minha vã experiência: é melhor insistir. Não importa de você tiver que contar até milhões, engolir a seco duzentas dúzias de palavras grosseiras, ou mesmo, "ser invisível" - acho que não há nada pior do que ser tido como transparente. Você consegue! Depois da chuva pode vir uma tempestade, depois a garoa, o céu nublado e quem sabe um resquício solar. Aí, algum dia, quem sabe depois de algumas rotações da Terra, um sorriso se abra?!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Os preparativos para o reencontro

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Enquanto isso, Luíza acabara de se levantar. Ainda sonolenta, caminhou até a cozinha, onde engoliu um pão amanteigado e um copo de café, nada de leite, odiava leite! Acendeu um cigarro e foi em direção ao computador.
- Ele já teria chegado? – perguntou-se em silêncio.
Depois de alguns tragos, cliques e botões apertados, conectou-se à internet – o principal meio de comunicação dos tempos “modernos”.
- Ninguém de interessante!
Deixou tudo ligado e foi procurar algo para passar o tempo.
Algumas horas passaram, mesmo que o céu não denunciasse nenhuma mudança, permanecia igualmente nublado. Quando retornou ao computador, uma mensagem piscava em azul na tela. O nome: Beto!
Deu um curto suspiro e, antes mesmo que terminasse, leu:
- Oi Luíza!
A conversa fluiu naturalmente. Talvez não fosse uma conversa propriamente, mas sim uma entrevista que Luíza, sempre muito curiosa, fez com Beto. Perguntou-lhe da viagem, das impressões do local, da chegada ao Brasil, e tudo o mais que teve vontade. Beto, orgulhosamente – a viagem tinha sido a realização de um sonho – respondia a tudo, até se cansar e soltar:
- Que você vai fazer hoje?
Luíza se remexeu na cadeira, desconcertada e eufórica com a pergunta. Ajeitou-se no assento, consertou a postura e respirou fundo, pensou nas possibilidades. Não poderia demonstrar descaso, nem preocupação excessiva. O conflito durou apenas frações de segundos que soaram como horas. Escorregou novamente pela cadeira, e digitou a mais simples resposta:
- Nada e você?
Beto a convidou para sair, junto com a turma, óbvio! Aos 20 anos, sair a sós com alguém é assinar atestado de compromisso. Luíza aceitou e logo tratou de se enfeitar.
Passados 40 minutos, levemente maquiada e trajando uma blusa amarela, deixando o generoso colo à mostra, Luíza apanhou as chaves do carro. Empolgada e excitada, ensaiou um andar confiante e tomou as ruas.
(Continua...)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

"A volta de Beto - parte 1"

O encontro com a mãe e a narração repetidas das estórias...

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Beto pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos lá pelas 7h da manhã de um domingo nublado. A sua espera, a mãe saudosa pelo único filho. Um abraço rápido – tudo para Beto era voraz e instantâneo, coisa dos 20 anos – e uma piada sarcástica sobre o novo corte de cabelo da mulher, encheu o coração de Regina de alegria, seu menino estava de volta.
Regina e Beto seguiram de táxi para casa, mais um gasto extra e alto pela satisfação do filho. Não seria o último rombo no orçamento que Beto causaria a mãe por satisfazê-lo. Filhos...
Por uma hora, Regina permaneceu com os olhos firmes e escuros atentos às histórias que Beto contava sobre a sua passagem pelo país europeu. Mergulhava no brilho dos olhos do menino, e com ele se deleitava em longos suspiros e um sorriso que não lhe saía da face.
Chegando à pequena cidade, Beto apressou-se em sair do carro e, antes que a mulher pagasse o serviço do taxista, ele já invadia a casa vizinha onde os primos, como irmãos, habitavam. Permaneceu lá por mais duas horas, certamente narrando as mesmas histórias e contando outras que “mãe não pode saber”.
Aquilo se repetiria por incontáveis momentos, a cada vez que reencontrasse amigos – e que eram muitos! – e ainda incomodaria demasiadamente Luíza, principalmente as que tratavam das “aventuras amorosas” do rapaz, e que ele fazia questão de contar na frente dela. Um misto de ingenuidade e presunção.
(Continua...)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"A ida e a volta..."

A amarga espera, a tensão do reencontro, um misto de emoções dadas a Luíza, de forma inesperada e quase que inédita.

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Longe do Brasil, Beto conheceu o “mundo”. Aventurou-se pelas esquinas, museus e, principalmente, pelo Pub’s de Londres. “Amigou-se” com uma espanhola mediana, envolveu-se com uma loura londrina e conheceu Amsterdã, o paraíso das drogas ilícitas. Experimentou todos os derivados da erva, enfim realizou um sonho. Não era drogado, nem viciado, apenas curtia os efeitos de liberdade, de alegria inalcançável que o fumo proporcionava.
Pela Internet, mantinha contato diário com o Brasil. Luíza também fazia questão de manter-se informada sobre a viagem de Beto, temia ser esquecida. Por muitas manhãs eles se falaram e conseguiram manter um certo joguinho de conquista. Ela aguardava ansiosa a sua volta, contrastava-se com, ora alegria de percebê-lo feliz, ora raiva de não conseguir se desprender dele - “ele lá curtindo todas e eu que nem trouxa sem olhar pra ninguém!” -, ora desejo de reencontrá-lo, ora medo disso tudo.
O tempo corria ligeiro, mesmo para Luíza. Entretida com o trabalho, mal percebia o passar das semanas. Já Beto, rapaz malandro – mas nem tanto! – tentava gozar de cada segundo, pois queria continuar na “Terra da Rainha”, mesmo com o pouco capital que sua mãe se esforçava para bancar.
Não tardou mais que o imprevisto, em apenas um mês Beto estava de volta. Quando soube da notícia, Luíza sentiu os poros todos dilatados, desmarcou compromissos e, sem que ninguém percebesse – ou sem achar que ninguém percebeu – arrumou uma forma de ir ao encontro do rapaz.
Fez planos, imaginou diálogos, abraços e beijos, mas tudo seria muito mais desconcertante do que imaginou.
(Continua...)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

“As mulheres não amam os homens. Elas amam o amor”

Desconheço o autor (a) da frase, mas acredito piamente no significado dela. Incrível como tal sentimento tem poder sobre nós, mulheres. Não importa a idade e nem se é AMOR mesmo, de verdade. A magia que a paixão, amor e afins despertam no nosso corpo, mente e alma, faz com que o ambiente ao redor se ilumine. É piegas, mas é real.

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- Então tá, tchau! Boa viagem!

Eles se abraçaram vagamente e Luíza recostou o corpo à porta do carro, assistindo, com ternura, Beto se despedir do restante dos amigos. A intimidade voraz da noite anterior partiu com ele ao amanhecer.
Permaneceriam separados por alguns dias, enquanto o rapaz se aventurava em terras estrangeiras.
Para Luíza, não era apenas a dor da despedida que a incomodava, um misto de sentimentos embalavam seu coração. Nem ela sabia, ao certo, o que sentia, mas, junto com Beto, as esperanças de um possível relacionamento se esvaiam.
Não é linda, nem exuberante, mas Luíza é dona de uma beleza comum, castanha. Tem cabelos ondulados e olhos cor de mel, a pele branca e um pouco maltratada por algumas espinhas insistentes. Possui um sorriso cativante e uma instabilidade assustadora, é capaz de gargalhar, e minutos depois, com a mesma facilidade, se debulhar em lágrimas.
Luíza conhecia Beto há muitos anos, ele é amigo do irmão dela e costumava freqüentar sua casa. Nunca foram muito de conversa, apenas se cumprimentavam educadamente. Beto era um rapaz alegre, palhaço, mas na frente de Luíza, permanecia quieto, sério e calado, deixando-a com a impressão de que o problema era com ela. Luíza sempre achou que Beto não gostava dela, até uma tarde animada, em que se tornaram “amigos” e, alguns dias depois, uma bebedeira o fez se declarar.
Luíza ficou em êxtase, após a divertida e deliciosa noite ao lado de Beto, não fosse o tapa da realidade: ele viajaria na manhã seguinte.
(Continua...)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Aleluia, chegou o fim do Carnaval!!

Enfim, acabou-se o carnaval!

Não que eu seja contra a folia – ao contrário, ano passado, por exemplo, foi espetacular -, mas é que essa época do ano, o verão em si, me deixa um pouco deprimida. A estação pede o corpo à mostra, blusas arrochadas e cinturas marcadas, como dita a moda atual. A sociedade pede pernas saradas, barrigas chupadas e braços finos, nenhum quesito em qual me encaixo.
Assim, sem poder desfilar toda a minha “beleza avessa” pelas calçadas tortuosas, com vergonha de não exibir o corpo igual ao daquelas mulatas, musas e rainhas do carnaval me refugio dentro de casa. É exagero - é eu sei, sou de toda exagerada! -, mas é assim que encaro a frustração “corpórea”.
Assistindo aos desfiles das escolas de samba, e vendo todas aquelas “gostasonas” em destaque, presenciei um diálogo interessante entre meu pai e algum primo que no momento circulava pela sala:
- Vem aqui, Fulano! Vem ver essas mulheres virtuais!, disse meu pai ao primo.
- Mulher virtual?, indagou o menino.
- E, você já viu alguma gostosa dessa na rua?

O riso foi geral. Até quem atentava às cartas do baralho parou para gargalhar. Eu ri também, mas depois fiquei pensando: “Não é que meu pai tem razão!”

E aí, vesti o mais curto shortinho da mala e saí desfilando minhas pernas, gorduras e celulites pelas calçadas, nem que fosse só pra compra um açaí e mantê-las ainda mais grossas, gordas e com celulites!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

APRESENTAÇÃO

Uma prévia de quem sou:

Nome: Caroline Rodrigues

idade: 20 anos
nascimento: 05/05/1987
natural do interior de São Paulo
solteira
humor: instável
família: unida, imensa e escrachada!
amor: fonte da vida
prato preferido: strognoff, se bem q ultimamente ando preferindo a torta de abobrinha da minhão mãe.
medo: perder minha mãe
sonho: dar a volta ao mundo!
última aquisição: um óculos escuros da Chilli Beans
mania: tirar esmalte da unha
fixação: Adriano, jogador da Inter de Milão, atualmente emprestado ao São Paulo. "Ele é o cara!!"
ídolo: Caco Barcellos e Adriano (sempre!!!)
paixão: ler e escrever
objetivo atual: dar um "upgrade" em meus rendimentos

Por que escrever um blog?
Desabafar é a melhor terapia. Aqui posso fazer isso e, o que é melhor, de graça!!!